(...) “derramarei o Espírito de graça e de súplicas, e olharão para aquele a quem traspassaram (Jesus), e chorarão por ele, como o que chora pelo unigênito, e amargamente prantearão por ele, como o que pranteia pelo primogênito.” (Zc. 12.10.)
Deus deseja que tratemos seriamente dos nossos pecados, pois ele é Santo. Quando pecamos, sua santidade é ofendida. Muitas vezes o orgulho nos impede de tomarmos atitudes concretas nesta direção, pois o inimigo quer nos aprisionar em pecados que não foram tratados.
O tratamento de pecados é um processo, às vezes, doloroso que precisamos trilhar, caso queiramos experimentar a bênção de Deus sobre nossas vidas. Existem alguns passos que são necessários e imprescindíveis nesse processo. Sabemos que pode haver outros passos igualmente importantes, e que não existe uma fórmula mágica a seguir; entretanto, nesta reflexão queremos destacar os seguintes:
Passo 1: Arrependimento
O Espírito Santo nos convence do pecado. O verdadeiro arrependimento procede dele, e não de nós mesmos. O arrependimento, basicamente consiste em reconhecermos o nosso pecado e admitirmos que este feriu o coração de Deus e, eventualmente, alguma outra pessoa. Não conseguiremos nos arrepender com sinceridade se não permitirmos que o Espírito Santo nos ministre; por isso é que existem tantas pessoas que pecam, são repreendidas, porém jamais se arrependem, continuam agindo como se nada tivesse acontecido. Algumas até acreditam que não fizeram nada de errado. Isso acontece porque a pessoa decidiu não dar lugar ao Espírito em sua vida, e o mesmo agora se encontra “apagado”. O arrependimento muitas vezes envolve dor, lágrimas e repulsa pelo estado pecaminoso.
Passo 2: Confissão
É o passo subseqüente ao arrependimento. Uma vez reconhecido nosso pecado, precisamos confessá-lo. Neste passo muitas pessoas “travam”, pois isso envolve confissão a Deus e às pessoas. A confissão deve ser feita especificamente, “tim-tim por tim-tim”, mencionando o quê, quem, como, quando, onde e por quê. Qualquer outro tipo de confissão do tipo “perdoe-me pela multidão dos meus pecados” ou “perdoe-me por tudo o que eu te fiz”, não é parte do propósito de Deus.
Neste passo o orgulho às vezes vence, pois quem confessa precisa se humilhar, e não são todos que conseguem se colocar em posição de humilhação.
A confissão envolve lembrança e menção do pecado, chamamento do pecado pelo seu nome, quebrantamento, humildade e dispêndio de tempo.
Passo 3: Restituição
Não adianta nada se arrepender, confessar e não restituir. Se eu roubei alguém, depois de me arrepender e confessar, eu preciso restituir o que foi roubado. Só que muitas vezes nós não violentamos o físico, e sim o moral. Pode ser uma difamação, na qual seja necessária a restituição da imagem de alguém. Pode ser uma calúnia, onde seja necessária a restituição da verdade.
A restituição é o ápice da humilhação. É nessa fase que podemos ver o quanto realmente alguém está arrependido. Muitos não conseguem atravessar esta etapa, devido à necessidade de exposição, que algumas vezes pode ocorrer até diante de uma congregação inteira.
Passo 4: Abandono
O pecado, uma vez reconhecido, confessado e restituído, precisa ser abandonado. Quando não há abandono fica estabelecido um vínculo, um círculo vicioso, que chamamos “prisão”. Você deve conhecer muitas pessoas que sabem que estão erradas em alguma área da vida, mas sempre voltam a repetir os mesmos erros; a vida delas é um “vale a pena ver de novo”. Isso acontece porque foi estabelecido um jugo, uma prisão. Pode até ter havido arrependimento, confissão e até restituição, mas não houve o abandono. Jesus disse para as pessoas a quem ele perdoou: “Vá, e não peques mais”. Isso é o abandono.
Conseqüências de não tratarmos adequadamente nossos erros
Quando “pulamos” alguma dessas etapas podemos ter problemas sérios:
1) Não temos a paz de Deus em nossos corações.
2) Nos tornamos infrutíferos espiritualmente – talvez até muito ativos na igreja, entretanto, sem desfrutar a vida abundante que Deus tem pra nós.
3) Nossa vida torna-se sem graça, medíocre e sem propósito.
4) Perdemos o primeiro amor. Não conseguimos sentir fome, sede e paixão pelo Senhor. Nos sentimos no mínimo desconfortáveis em meio a um ambiente de adoração sincera.
5) Nossos relacionamentos familiares e interpessoais tornam-se fugazes, inconstantes, volúveis e condicionais.
6) Vivemos fugindo de confrontações, sejam pessoais ou coletivas. Nos tornamos indiferentes a todas as palavras que possam ameaçar nos tirar de nossa “confortável” posição.
Apelo
É muito mais fácil não tratar dos nossos pecados do que tratá-los. Tratar pecados dói. Constrange. Humilha. Mas se queremos realmente agradar o Senhor, precisamos levar isso a sério, por mais que doa. Deixemos o orgulho de lado, e marchemos rumo a todas as bênçãos que o Senhor tem para nós, bênçãos estas que estarão impedidas, enquanto não tratarmos seriamente de nossos pecados.
Helder Assis da Silva
Ministério Sacrifício Vivo
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e-mail: helder@sacrificiovivo.com
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