A necessidade de intercessão começou no Éden. O propósito original de Deus foi entregar um território legalmente ao homem, colocando-o como dominador e administrador.
Essa autoridade foi perdida como conseqüência do pecado e desde então a humanidade necessitava de um intercessor que pudesse quebrar a maldição do pecado. Satanás não sabia o que o Pai faria, então em Gênesis 3:15 , Deus fala a serpente.
Agora, redimidos em Cristo temos autoridade para estabelecer o Reino de Deus na terra. Como verdadeiros adoradores agora a Igreja recebeu o ministério de assistir diante do Pai (Apoc 5: 8-10).
Em João 9:4, Jesus disse: “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou”. A expressão “convém” não é uma intenção esperançosa , mas uma fortíssima convicção das coisas que Ele devia fazer. É necessário interceder.
A intercessão tem duas faces: uma é a súplica para que Deus intervenha, outra é a destruição das obras de Satanás (II Cor 2:11, I João 3: 8). “Na cruz, a graça e a verdade se encontraram. A justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10).
O significado legal de “luo” (destruir) em I João 3:8 é duplo: “Jesus veio para dissolver o domínio legal do diabo tinha sobre a humanidade e para anunciar que não estamos mais presos por suas obras”. Em João 19:30: “Está consumado!” (“tetelestai” = completamente pago).
Há seis poderosas chaves de intercessão que quando usadas abrem as portas das promessas de Deus:
1. Ore em fé ativa (Marcos 11:22-24)
2. Ore com perseverança (Lucas 11:9-10, 18: 1-8)
3. Permaneça em comunhão e relacionamento com Cristo (Jo 15:7)
4. Obedeça e faça a Sua vontade (I Jo 3:22, I Pedro 3:12)
5. Peça em acordo com a Sua vontade (I Jo 5:14-15)
6. Exercite o perdão (Marcos 11:25-26, Col 3:12-13)
O EXEMPLO DE JESUS
Jesus, antes de iniciar seu ministério ele gastou 40 dias em oração e jejum (Lucas 4:14).
Antes de multiplicar cinco pães e dois peixes, ele tinha gasto um tempo de oração em lugar só.(Mateus 14:13).
Antes da grande campanha de curas em Genezaré, ele gastou tempo em oração (Mateus 14:22-23).
Antes de escolher os doze discípulos ,ele foi ao monte orar onde gastou toda a noite diante do Pai (Lucas 6:12).
Antes de começar seu ministério na Galiléia, Ele orou bem cedo madrugada (Marcos 1:35).
Antes de ir para a cruz, ele foi ao monte orar (Lucas 9:28).
Antes de ser preso, maltratado e crucificado, ele foi ao jardim do Getsêmani para orar (Mateus 28:36-46).
Temos ousadia através do sangue de Jesus para vir até a Presença de Deus.
Não há nada que Jesus tivesse deixado de fazer por nós. Tudo o que nós precisávamos foi providenciado e feito acessível (Hebreus 4:14-16).
A vitória da cruz, Sua morte e ressurreição foi obtida primeiramente na intercessão! Ele contorceu-se e agonizou em oração, e Deus enviou anjos para fortalecê-lo e sustentá-lo. Então, obtendo ali a vitória, Ele foi para a cruz.
O CHAMADO À INTERCESSÃO
Essa é uma hora de grande regozijo para a Igreja, mas também um tempo de gemido e choro diante de Deus. O profeta Joel profetizou a respeito da vinda do Dia do Senhor: “Toca a trombeta em Sião..." (Joel 2:1). Também Isaías falou desse tempo em Is 13:6-9.
Um tempo de angústia virá sobre a terra (I Tess 5:3, Apoc 16:1-21). É necessário tomar posição no Grande Exército de Oração. O Espírito Santo está soando um alarme através da terra chamando os intercessores, homens e mulheres que vão tocar a trombeta.
Há em nossas igrejas hoje regozijo, aplausos, danças, e cânticos . Mas o som da trombeta não é um chamado para alegrar-se mas para uma assembléia solene. Quando vemos o Dia do Senhor aproximando-se, nós devemos soar o alarme e começar a interceder.
Nossa posição é entre o alpendre e o altar em INTERCESSÃO. Nossa posição como membros desse Exército de Intercessão é estar diante da face de Deus lamentando, chorando e intercedendo (Joel 1:13).
Hoje, a Igreja entrou numa nova dimensão de oração e louvor, regozijo, cânticos e danças numa grande liberdade do mover do Espírito Santo. Isso é bom e necessário e não há nada mais alegre do que estar com irmãos e irmãs em adoração na presença de Deus. Entretanto, é a oração e o arrependimento, a real chave que vai liberar a grande e última unção do Espírito Santo nos últimos dias (Joel 2:18-26).
Um intercessor é alguém que se coloca entre duas partes. Esse tipo de intercessão não é normal. A natureza da intercessão com a qual Deus está chamando é mais do que somente orar alguns minutos pedindo que Ele abençoe esse ou aquele. Ela envolve em colocar a face diante de Deus com choro , lamento e gemido esperando diante Dele e não sair até que a obra seja feita. Isso envolve permanecer na brecha pelos interesses de outros bem como de nações.
O MINISTÉRIO DA INTERCESSÃO
Há aqueles que pensam que o ministério de intercessão é somente para aqueles que tem uma unção ou chamado. Mas cada filho de Deus tem sido chamado para reconciliar a humanidade com Deus (II Cor 5:20). Deus quer trabalhar através de você para reconciliar o mundo com Ele. Ele quer que você seja um intercessor, não somente através de orações intercessórias, mas também com palavras e com ações. Essa é a verdadeira posição da Igreja hoje.
Antes de Jesus voltar ao Pai, Ele ordenou aos discípulos que permanecessem em Jerusalém até serem cheios com poder (Lucas 24:29). Eles não se sentaram e ficaram esperando passivamente. Eles permaneceram unidos em oração e súplica (Atos 1:12-14).
No dia de Pentecostes todos eles foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas( Atos 2:42). Pedro e João curaram o homem coxo na entrada do Templo na hora da oração (Atos 3:1). A igreja primitiva permaneceu em oração diante das ameaças das autoridades (Atos 4:23-31). Diante das necessidades que foram supridas, os apóstolos permaneceram fiéis ao ministério da oração e da palavra.(Atos 6:1).
Pode-se imaginar o que aconteceria hoje, se toda a liderança da igreja no Corpo de Cristo se unisse no mesmo compromisso e dedicação ao invés de sobrecarregarem sob pesadas agendas administrativas?
Oração e jejum não era somente uma ocorrência ocasional na vida dos discípulos na Igreja Primitiva, mas era uma parte integral de suas vidas (Atos 12:5, 16:25-27, 13:2-3, 8:15-17, 14:23).
CONCLUSÃO
Quando nós sabemos, não só com nossas mentes, mas com o coração, que Cristo vive para interceder por nós, somos capazes de vir com ousadia diante de Deus com a segurança que Cristo está lá intercedendo por nós e receberemos o que precisamos de Deus. Essa ousadia não é uma questão de nossa própria condição, mas isso é o que o sangue de Jesus comprou para nós com seu poder.
Que Deus nos abençoe,
Pr.Marcos de Souza
Minístério Sara Nossa Terra, Santos (SP)
e-mail: msouza@haggai.com.br
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